sexta-feira, 7 de setembro de 2012

COMPARTILHANDO IDÉIAS






Consumo Sustentável - Conflitos Entre Necessidade e Desperdício
Sinopse
Os textos que compõem o livro procuram abordar as principais contradições que o consumo sustentável abarca. O primeiro capítulo examina a problemática dos descartáveis integrando-a aos impactos dos resíduos na atualidade. O segundo capítulo reflete sobre o processo de consumo considerando-o essencial para análise espacial.O terceiro
capítulo trata das transformações nas relações sócio-ambientais numa visão histórica e evolutiva considerando o consumo e o consumismo como determinantes na produção dos resíduos; indica ainda as possibilidades e as necessidades de um manejo adequado dos resíduos. O quarto capítulo traz uma abordagem da sociologia ambiental na sustentabilidade urbana, destacando tanto os indicadores políticos-institucionais, quanto o papel do Estado e demais agentes sociais no processo de formulação e implementação de políticas ambientais.
O quinto capítulo aborda a necessidade de
investimento e pesquisas em energias alternativas mostrando a co-geração na indústria canavieira como possibilidade de sustentabilidade no setor energético. O sexto capítulo enfatiza o papel da educação ambiental no processo de conscientização social e de concretização do consumo sustentável; analisa ainda os aspectos metodológicos de experiências realizadas pela UNESP relatando as principais pesquisas e ações .



Ecocidadão .

www.ambiente.sp.gov.br


www.brasilpnuma.org.br/pordentro/saibamais_agua.htm


Constituição da República Federativa do Brasil/1988.
Fonte: www.planalto.gov.br
LEI nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998/ dos Crimes contra o Meio Ambiente.
Fonte: www.planalto.gov.br
LEI n° 6.938, de 31 de agosto de 1981/ Política Nacional do Meio Ambiente.
Fonte: www.planalto.gov.br
LEI nº 9.795, de 27 de abril de 1999 - Política Nacional de Educação Ambiental.
Fonte: www.planalto.gov.br
LEI nº 9.433, de 08 de janeiro de 1997/Política Nacional de Recursos Hídricos.
Fonte: www.planalto.gov.br
Conselho Nacional do Meio Ambiente- Resolução CONAMA nº 275, de 25 de
abril de 2001. Fonte: www.planalto.gov.br
Legisla ção Federal Consultada 107




Consulte ou baixe Conheça algumas das principais bibliotecas digitais disponíveis na internet

ARede nº 84 - setembro de 2012


 Internet Archive
Oferece livros em domínio público ou sob licenças livres.
A plataforma funciona como um buscador em outras bibliotecas digitais gratuitas. É mais fácil achar obras em inglês, mas também há material em português.
www.archive.org

Clube de Leituras
 Do governo de Portugal, tem a seção “e-livros”, para leitores adultos, e a “biblioteca de livros digitais”, dedicada à literatura infanto-juvenil. Entre as maravilhas contemporâneas, estão obras de José Saramago. www.planonacionaldeleitura.gov.pt/clubedeleituras


Projeto Gutenberg
Talvez o maior arquivo de obras em domínio público do mundo, traz 40 mil textos clássicos de livros escritos em português, inglês, francês e alemão, convertidos para diversos formatos, entre os quais, HTML e ePub. www.gutenberg.org


Cultura Acadêmica
 Iniciativa da Universidade Estadual Paulista (Unesp), reúne cerca de cem livros atuais sobre diversos ramos do conhecimento. Além dos livros (em PDF), há áudios de entrevistas com os autores.
www.culturaacademica.com.br


World Digital Library
Idealizada pela Biblioteca do Congresso Americano, é apoiada pela Unesco e por instituições de diversos países, como a nossa Biblioteca Nacional. Reúne, portanto, os acervos nacionais em um mesmo site, facilitando as buscas. www.wdl.org

Europeana
Espécie de agregador da cultura dos diversos países europeus, reúne alguns originais de obras clássicas e traduções raras, em diversos formatos (do HTML ao PDF), além de áudios, vídeos e fotos. www.europeana.eu

World Library
Para quem quer treinar inglês, pois a maior parte do conteúdo está nessa língua. Além de e-books, tem uma coleção de gibis digitalizados, que vão de O Fantasma a Zorro. www.worldlibrary.net


Open Edition
Página que reúne periódicos e artigos científicos, traz textos em português, inglês e francês. Em outubro deve entrar no ar a divisão de livros, com mil obras recentes registradas sob licenças livres. www.openedition.org

Digital Comic Museum
Totalmente dedicada aos quadrinhos, essa gibiteca online traz apenas títulos em inglês. Mas é uma boa alternativa para ensinar a língua – e ver como eram as clássicas aventuras de Billy the Kid e Geronimo no velho oeste. www.digitalcomicmuseum.com

Google Books
O mais popular motor de buscas da internet vem digitalizando o acervo de instituições ao redor do mundo e de muitas editoras. Permite baixar obras livres ou de domínio público, ou ler trechos de livros com copyright. www.books.google.com.br






Calcule sua pegada ecológica

www.iniciativaverde.com.br


CARVALHAL, Maria Lígia C. Microbiologia vai à escola. São Paulo: OAK, Educação e Meio Ambiente, 2000.
            O livro apresenta um jogo de cartas ilustrado para ensinar conceitos científicos de saúde pública às crianças.
            Este jogo permite ao professor trabalhar conceitos de higiene, saneamento, poluição e vacinação, além de auxiliar na conscientização dos alunos sobre a importância do exercício da cidadania. Disponível em: <www.terravista.pt>.
            Site que oferece um bom conteúdo, de forma organizada e muito bem ilustrada. Disponível em: <www.geocities.com>.
            Apresenta as principais características dos fungos. Disponível em: <www.bionline.net>.
Destaca a importância dos fungos e faz citações também sobre as principais doenças causadas por fungos


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“Aprender a ser, a fazer, a viver juntos e a conhecer constituem aprendizagens indispensáveis que devem ser perseguidas de forma permanente pela política educacional de todos os países.”
Jacques Delors.
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Tecnologia favorece ou atrapalha a interação?
Na maior feira de tecnologia de Educação do planeta, NOVA ESCOLA conferiu um mundo de recursos novos. Mas as novidades da informática estariam roubando o precioso tempo de contato entre aluno e professor? Leia o artigo e opine!
Paola Gentile (pagentile@fvc.org.br)
Imagem da BETT Show 2012, feira de tecnologia e Educação realizada em Londres
Todos os anos, professores, gestores e entusiastas da tecnologia em Educação voltam seus olhos para os lançamentos da Bett Show. Realizado num enorme centro de eventos em Londres, na Grã-Bretanha, o evento é uma das maiores feiras mundiais sobre o tema. Estive por lá entre os dias 11 e 14 de janeiro, acompanhando as últimas novidades da tecnologia em sala de aula.

Não há como não voltar deslumbrada com todos os aplicativos, softwares e hardwares desenvolvidos com o objetivo de facilitar a aprendizagem. Jogos em todas as disciplinas fazem a festa das crianças - e também dos professores que acham que esse é o caminho para "motivar" os alunos. Imagens em 3D revelam o corpo humano e dos animais e a estrutura dos demais seres vivos e levam as turmas para um estudo de campo de ecossistemas como o fundo do mar e uma caverna - tudo sem sair da sala de aula.
Mas um ponto polêmico - não colocado abertamente durante as discussões na Bett2012, mas deixado no ar - diz respeito ao fator interação quando a tecnologia invade a sala de aula.
Alguns professores têm usado a tecnologia para se aproximar das turmas, como Emma Chandler, professora de Estudos Sociais da Emerson Park School, em Londres. Ela usa o Twitter para se comunicar com os alunos justamente por ter percebido que era a ferramenta predileta de comunicação entre eles. Manda de três a quatro mensagens por aula, com o plano de aula do dia, questões simples para verificar o conhecimento sobre determinado conteúdo e notícias relacionadas ao tema. "Os mais tímidos passaram a se comunicar mais comigo", afirmou ela, que ainda coordenou um texto coletivo para o jornal da escola cujos trechos eram enviados pela rede social. O trabalho em grupo, portanto, foi intermediado pela ferramenta, com pouco contato direto entre os colegas.
O uso de animações em 3D, em que todas as informações são facilmente acessadas e visualizadas com perfeição e realismo, praticamente prescinde da presença do educador para a compreensão do conteúdo. Estudo realizado em sete países entre outubro de 2010 e maio de 2011, por pesquisadores da Universidade de Londres, comparou o rendimento de duas categorias de estudantes. Os que estavam nas turmas em que o professor usou 3D para ensinar corpo humano melhoraram suas notas em 86% (contra os 52% registrados no grupo de controle, que só usou ferramentas em 2D), apreenderam as informações em menos tempo, lembravam de mais detalhes e davam respostas mais elaboradas em questões abertas. E o papel do professor, nesse caso, foi apenas disponibilizar o acesso à ferramenta e fazer a avaliação.
Steve Bunce, consultor em tecnologia da Educação do Reino Unido, está convicto de que a saída para esse dilema é o educador se tornar um questionador: "Em vez de explicar o conteúdo, ele vai criar as perguntas sobre o mundo real e os problemas globais para serem respondidas pelos alunos, que, por sua vez, com a tecnologia, podem ir sozinhos atrás das informações e trazer as soluções. É assim que se educa cidadãos com autonomia para aprender."








09/10/2012 - Conselho Municipal de Proteção e Defesa dos Animais atua na elaboração de políticas para proteção aos animais
O COMUPDA - Conselho Municipal de Proteção e Defesa dos Animais é ligado à Secretaria de Saúde e tem como objetivo elaborar políticas de proteção aos animais, sejam eles de grande ou pequeno porte.
Através da Lei 11.206/2011, o Conselho atua na elaboração de políticas públicas para proteção e defesa dos animais, quer sejam os chamados de estimação ou domésticos, bem como os animais da fauna silvestre e de tração; na conscientização da população sobre a necessidade de se adotar os princípios da posse responsável e proteção dos animais e na defesa dos animais feridos e abandonados.
O Conselho também colabora na execução de programas de educação ambiental, solicita e acompanha as ações dos órgãos da Administração, Direta ou Indireta, que têm incidência no desenvolvimento dos programas de proteção e defesa dos animais, além de colaborar e participar nos planos e programas de controle das diversas zoonoses, entre outras funções.
O Conselho é presidido pela médica veterinária, Roberta Lacerda Miranda Rezende e tem como vice o médico veterinário, Cláudio Yudi Kanayama. No último dia 1º de outubro, a bióloga Elisiane Santiago Garcia, da Secretaria de Educação da PMU foi eleita a 1º Secretária do Conselho. A engenheira ambiental, Manuela Kelly da Silveira, da Secretaria de Meio Ambiente e Turismo da PMU é a 2ª secretária do Conselho.
De acordo com a bióloga Elisiane Santiago Garcia, o COMUPDA pretende elaborar uma legislação específica sobre maus tratos, bem como fortalecer projetos ambientais existentes no município
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Entraves ao acesso livre
Lei defasada dificulta a criação de bibliotecas digitais atualizadas

 A Lei de Direitos Autorais (LDA) brasileira prevê uma série de medidas para proteger os autores mas, instituída em 1998, não levou em conta tamanha evolução do mundo digital. Na época, o Google era ainda um site recém-criado, não havia programas de compartilhamento P2P (como Napster, Kazaa ou Soulseek), nem o mercado de músicas em formato digital, muito menos o de livros. Hoje, a internet se tornou uma ferramenta facilitadora do compartilhamento de informação e os dispositivos capazes de reproduzir as obras de um artista se multiplicaram. Boa parte das pessoas tem um computador e um celular pelos quais gostaria de acessar as músicas ou os livros que têm nas estantes. Mas a possibilidade de digitalização de obras cujo autor ainda esteja vivo ou que tenha morrido há menos de 70 anos sequer é mencionada no texto da lei. Por isso, a modernização da LDA é urgente. “A LDA já nasceu atrasada e não enfoca nenhum dos problemas surgidos com o acesso massificado da internet e surgimento das tecnologias para digitalização e divulgação online”, observa Pedro Mizukami, mestre em direito constitucional e pesquisador do Centro de Tecnologia e Sociedade da Fundação Getúlio Vargas do Rio de Janeiro. Diante da pressão popular, o Ministério da Cultura elaborou, com participação popular, entre 2007 e 2010, um anteprojeto de lei e o colocou em consulta pública. O resultado foi um texto prevendo formas de compartilhamento digital e criação de acervos digitais, mas que acabou modificado pelo próprio ministério antes de ser enviado à Casa Civil. Em 2011, o texto foi devolvido pela Casa Civil, ação de praxe quando novos governos assumem. O novo ministério modificou mais uma vez o texto, restringindo a possibilidade de compartilhamento de obras em meios digitais, mesmo em se tratando de redes fechadas (como as de bibliotecas). Agora, o projeto de lei está parado na Casa Civil, sem previsão de quando será analisado, modificado ou enviado ao Congresso para votação. Se for levado a votação sem alterações, o texto não facilitará a vida das bibliotecas, que continuarão proibidas de digitalizar e oferecer o conteúdo ao público no caso de obras que não estejam sob Creative Commons ou outra licença de acesso livre. As obras adquiridas em formatos digitais não poderão ser emprestadas via internet, pois o texto afirma que a biblioteca deve emprestar apenas dentro de suas dependências. A situação só poderá ser resolvida por meio de contratos de licenciamento que prevejam o empréstimo online. Diante disso, Mizukami acredita que, no futuro, as bibliotecas brasileiras terão de negociar com cada editora as formas de como os livros (digitais ou digitalizados) poderão ser oferecidos. Se a editora não permitir o empréstimo, o leitor não terá outra alternativa senão comprar.

ARede nº 84 - setembro de 2012




O novo telespectador conectado Metade de entrevistados em pesquisa usa celular enquanto assiste programas de TV.

UM LEVANTAMENTO realizado nos Estados Unidos pela Princeton Survey Research Associates International, entre 15 de março e 3 de abril deste ano, indica uma mudança importante nos hábitos comunicativos dos estadunidenses. A pesquisa, publicada no site da Pew Internet & American Life Project, recebeu o título de “A ascensão do ‘telespectador conectado’” e constatou cientificamente o que já estamos percebendo nas redes sociais também aqui no Brasil. Milhares de pessoas tuítam e escrevem posts enquanto assistem a novelas, jogos e seriados de TV. A pesquisa que abordarei aqui teve uma amostra de 2.254 adultos residentes nos EUA. As entrevistas ocorreram por telefone, em inglês e em espanhol, com 95% de intervalo de confiança, e margem de erro de 2,4 pontos percentuais. A primeira constatação relevante foi que aproximadamente a metade dos proprietários de telefones celulares entrevistados utilizam seus aparelhos móveis enquanto assistem a programas de televisão. Essa informação mostra a alteração do comportamento dos telespectadores que já haviam mudado sua relação com a TV a partir do uso do controle remoto, criando facilidades para o zapeamento e as mudanças de canais quando um programa deixa de agradar. O próprio nome telespectador é cada vez mais inadequado, uma vez que ele adere às tecnologias que permitem maior atuação, superando a passividade ou a aceitação irrestrita da programação lançada no seu canal predileto. O que era uma discussão teórica sobre a recepção não passiva na comunicação de massas agora pode ser verificado nos usos das crescentes novas tecnologias de interação e no avanço da chamada convergência digital. A pesquisa sobre o ‘telespectador conectado’ captou que 38% dos donos de celulares usam seus telefones para se manter ocupados durante os comerciais ou na quebra de programação daquilo que estavam assistindo. Interessante também é observar que 23% dos entrevistados alegam ter utilizado o celular para trocar mensagens de texto com outra pessoa que estava assistindo o mesmo programa. Essa prática parece estar ocorrendo também no Brasil. Tenho constatado a troca de mensagens de texto, por exemplo, durante os programas dos candidatos a prefeito nos horários eleitorais gratuitos. Uma grande novidade que a pesquisa revelou e que precisa ser melhor compreendida é que 22% dos pesquisados utilizaram o telefone para verificar se algo que ouviram na televisão era verdade. Esse procedimento de um pouco mais de um quinto dos estadunidenses indica uma tendência de ampliação das possibilidades de confrontação de argumentos e de disseminação de diversas visões sobre assuntos que ganhem repercussão na opinião pública. Uma grande rede de TV terá cada vez mais dificuldades para impor sua visão como expressão de uma verdade única, caso essa tendência de checagem de informação se torne hegemônica entre os cidadãos conectados. Os processos de formação da opinião pública vão se tornando bem mais complexos e aparentemente mais democráticos, uma vez que as redes podem expressar muito melhor a diversidade de visões diante do mundo dominado pela mídia de massas. Para a felicidade dos publicitários, 20% dos estadunidenses da amostra alegam ter utilizado o celular para visitar um site que foi mencionado na televisão. Essa informação pode trazer novas possibilidades para o comércio eletrônico conectado ao tradicional programa de televisão. Também pode ajudar os criadores e estrategistas de mídia a pensar novos formatos para a TV digital, bem como permitem pensar a criação de aplicativos para aparelhos móveis que facilitem o acompanhamento de programas de TV e reinventem modos de acessar os links para produtos ou para campanhas divulgadas na TV. A curiosidade sobre o que outros amigos e conhecidos estão falando a respeito de um determinado programa ou notícia televisionada levou 11% dos pesquisados a usar o celular para ver o que os outros estavam dizendo online. A busca pela interação vai gradativamente tornando os telespectadores comentadores em rede. Ou seja, a tendência atual da comunicação é cada vez mais baseada na transformação dos telespectadores em interagentes. Fortalecendo essa tendência, a mesma pesquisa constatou que 11% dos entrevistados postaram seus próprios comentários online sobre um programa que estavam assistindo usando telefones  móveis.
Sergio Amadeu da Silveira é sociólogo e um pioneiro na defesa e divulgação do software livre e da inclusão digital no Brasil. Foi presidente do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação

02/10 - Comportamento é revelado na primeira pesquisa TIC Kids Online Brasil, realizada pelo CGI.br e CETIC.br.

Via LA Times
03/10/2012 - O governador da Califórnia, nos Estados Unidos, sancionou na quinta-feira (27/09) um pacote de leis que prevê a criação de um site que permita a estudantes baixar versões digitais de livros didáticos de forma gratuita.
Segundo a lei, são pelo menos 50 livros os livros, que custam cerca de 20 dólares cada se comprados em versão impressa. A previsão é de que o site esteja funcionando já em meados de 2013, quando tem início o ano letivo nos EUA.
O pacote também cria um Conselho de Recursos Educacionais Abertos, formado por representantes da Universidade da Colifórnia e outras instituições de ensino superior, que criariam e supervisionariam a produção do material, além de definir a quais cursos o material se destina.
Outra das leis do pacotaço de acesso digital assinado semana passado prevê a criação de uma Biblioteca Digital de Conteúdos Abertos da Califórnia, instituição que reunirá livros didáticos e outros tipos de conteúdo abertos





Brasil oficializa a entrada na Plataforma Internacional sobre Biodiversidade

31/10/2012     -   Fonte: MCTI

Plataforma multilateral de dados sobre biodiversidade reúne mais de 380 milhões de registros. O sistema se destaca pela capacidade de interconexão de dados de diferentes fontes

      




Detentor da maior diversidade biológica do planeta, o Brasil assinou oficialmente, por meio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), a adesão à Plataforma Internacional de Informações sobre Biodiversidade (GBIF, sigla em inglês). Criada em 2001, com sede em Copenhague, na Dinamarca, é considerada a maior iniciativa mundial com objetivo de disponibilizar dados com acesso livre sobre biodiversidade na internet.

O passo formal para tornar-se membro da GBIF foi a assinatura do Protocolo de Entendimento GBIF pelo titular do MCTI, Marco Antonio Raupp.

Essa iniciativa insere o país numa comunidade global (de colaboração) que compartilha ferramentas, competências e experiências relacionadas com a gestão dos recursos de informações biológicas.

Segundo a presidente do Conselho de Administração do GBIF, Joanne Daly, “a adesão é muito empolgante e todos os participantes na GBIF compartilharão este sentimento. Muitos países enxergam a participação do Brasil na GBIF como uma participação vital para os esforços globais de conservação e gestão da biodiversidade”.

"Não apenas o Brasil é um dos países de maior biodiversidade, mas seus cientistas são alguns dos profissionais mais ativos na ciência da biodiversidade e fazem uma extraordinária contribuição global”, observou Joanne.

Para o secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do MCTI, Carlos Nobre, a decisão é um marco sobre a importância do conhecimento para a gestão dos imensos recursos naturais do país. "No ano da Rio+20, o Brasil mais do que nunca está assumindo um firme compromisso de direcionar as nossas políticas para o desenvolvimento sustentável”. É vital, segundo ele, “conhecer para proteger, conhecer para utilizar sustentavelmente”.

O Brasil abriga cerca de 15% de toda a biodiversidade do planeta em seis biomas (Amazônia, Caatinga, Cerrado, Pampa, Mata Atlântica e Pantanal), e em sistemas costeiros e oceânicos.

Mesmo antes da adesão do Brasil na GBIF, mais de 1,6 milhão de registros relativos à biodiversidade nacional estavam acessíveis por meio do portal de dados da GBIF, provenientes de mais de 700 conjuntos de dados mantidos em 28 países.

Com a entrada para a plataforma, amplia-se a possbilidade de publicação dos diversos registros digitais que documentam a variedade excepcional de plantas, animais e outros organismos no país por meio do GBIF, a partir das instituições brasileiras de pesquisa, museus, herbários e redes de observação.

O objetivo do país é compartilhar experiências e estabelecer uma interface com o Sistema de Informações para a Biodiversidade e Ecossistemas Brasileiros (SIB-Br), um projeto do MCTI, em parceria com a organização Global Environment Facility (GEF), envolvendo um investimento de US$28 milhões.

Os cientistas brasileiros já são usuários expressivos de dados publicados por meio da plataforma: nos últimos três anos, pelo menos 18 trabalhos de pesquisas, de autores do Brasil, revisados por pares, citaram o uso de dados mediados pela GBIF. No mundo, em média, cerca de quatro artigos revisados por pares são publicados a cada semana com dados acessados através da rede GBIF.

• Inicialmente, o Brasil se associa a GBIF como um participante associado, o que significa que, embora ele possa participar plenamente na publicação de dados e projetos de capacitação, ele não contribui financeiramente para o orçamento global da GBIF e não possui direto de voto no Conselho de Administração. A partir da assinatura do protocolo de entendimento, como um participante associado, um país se compromete a se movimentar para a participação votante dentro de cinco anos.
• O Brasil se junta à Argentina, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, México, Nicarágua, Peru e Uruguai como integrantes da GBIF na América Latina.


Iniciativa governamental

A organização Global Biodiversity Information Facility (GBIF) foi criada pelos governos em 2001 para incentivar o acesso livre e aberto aos dados da biodiversidade via internet. Por meio  de uma rede global de 58 países e 46 organizações, a GBIF promove e facilita a mobilização, o acesso, a descoberta e o uso de informações sobre a ocorrência de organismos ao longo do tempo e em todo o planeta. Atualmente, mais de 388 milhões de registros, de mais de 10.000 conjuntos de dados publicados por 422 instituições, são publicados pela rede GBIF.







Um comentário:

  1. Á medida que a tecnologia avança, conceito de ciência e tecnologia (C&T) passa a ser necessário ao estudo da ciência, nada é possível sem algumas aplicações metodológicas e conceituais, para despertar aos alunos a comparação entre tecnologia e consumismo.

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