terça-feira, 16 de outubro de 2012

AOS PROFESSORES


O DESEJO DE ENSINAR E
A ARTE DE APRENDER
Rubem Alves

  
A escritora Adélia Prado me ensina pedagogia. Diz ela: “Não quero faca nem queijo; quero é fome”. O comer não começa com o queijo. O comer começa na fome de comer queijo.
Se não tenho fome é inútil ter queijo. Mas se tenho fome de queijo e não tenho queijo, eu dou um jeito de
arranjar um queijo...
Há muita sabedoria pedagógica nos ditos populares. Como naquele que diz: “É fácil levar a égua até o meio do ribeirão.
O difícil é convencer ela a beber a água...”. De fato: se a égua não estiver com sede, ela não beberá água por mais que o seu dono a surre... Mas, se estiver com sede, ela, por vontade própria, tomará a iniciativa de ir até o ribeirão. Aplicado à educação: “É fácil obrigar o aluno a ir à escola. O difícil é convencê-lo a aprender aquilo que ele não quer aprender...”.
Toda experiência de aprendizagem se inicia com uma experiência afetiva. É a fome que põe em funcionamento o aparelho pensador. Fome é afeto. O pensamento nasce do afeto, nasce da fome. Não confundir afeto com beijinhos e carinhos. Afeto, do latim affetare, quer dizer ir atrás. O “afeto” é o movimento da alma na busca do objeto de sua fome. É o eros platônico, a fome que faz a alma voar em busca do fruto sonhado.
 Anote isso: o pensamento é a ponte que o corpo constrói a fim de chegar ao objeto do seu desejo.
se o desejo for satisfeito, a máquina de pensar não pensa. Assim, realizando-se o desejo, o pensamento não acontece. A maneira mais fácil de abortar o pensamento é realizando o desejo. Esse é o pecado de muitos pais e professores que ensinam as respostas antes que tivesse havido perguntas.
minha máquina de pensar tratou de encontrar outra solução: “Construa uma maquineta de roubar pitangas”. Marshall McLuhan nos ensinou que todos os meios técnicos são extensões do corpo.
Bicicletas são extensões das pernas, óculos são extensões dos olhos, facas são extensões das unhas. Uma maquineta de roubar pitangas teria de ser uma extensão do braço. Um braço comprido, com cerca de dois metros. Peguei um pedaço de bambu. Mas um braço comprido de bambu sem uma mão seria inútil: as pitangas cairiam. Achei uma lata de massa de tomates vazia. Amarrei-a com um arame na ponta do bambu. E lhe fiz um dente, que funcionasse como um dedo que segura. Feita a minha máquina, apanhei todas as pitangas que quis e satisfiz meu desejo. Anote isso: conhecimentos são extensões do corpo para a realização do desejo.

A cabeça não pensa aquilo que o coração não pede.

 Anote isso: conhecimentos não nascidos do desejo são  como uma maravilhosa cozinha na casa de um homem que sofre de anorexia. Homem sem fome: o fogão nunca será aceso; o banquete nunca será servido. Dizia Miguel de Unamuno: “Saber por saber: isso é inumano...”. A tarefa do professor é a mesma da
cozinheira: antes de dar faca e queijo ao aluno, provocar a fome... Se ele tiver fome, mesmo que não haja queijo ele acabará por fazer uma maquineta de roubar queijos. Toda tese acadêmica deveria ser isso: uma maquineta de roubar o objeto que se deseja...

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

FORMAÇÃO CONTINUADA DOS PROFISSIONAIS DO MAGISTÉRIO DA REDE MUNICIPAL DE ENSINO DE UBERABA PARA O SISTEMA ESTRUTURADO CNEC - 22/09/2012


Temas: Espaços sociais de alfabetização científica
             Qualidade de vida e bem estar 
   
Os espaços sociais de educação vem ampliando diante da constatação de que hoje  existem distintos locais de (...) produção da informação e do conhecimento, de criação e reconhecimento de identificação e de práticas culturais e sociais. Diferentes ecossistemas educativos vêm sendo propostos como novos espaços-tempo de produção de conhecimento necessário para a formação de cidadanias ativas na sociedade                                ( Candau,2000.p13).



AÇÃO REFLEXIVA




De que maneira as parcerias entre escolas, museus, zoológicos, jardins botânicos, praças, cinemas, entre outros, podem ser estabelecidas para promover a alfabetização cientifica?

Como considerar, nas diferentes ações em educação formal e não formal em ciências, os conhecimentos e os saberes dos variados grupos sociais e culturais?

Como promover mediações entre os conhecimentos científicos e populares, na perspectiva da alfabetização cientifica?

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

MUSEU DE ANIMAIS



O diretor do Bosque Jacarandá, Professor Marco Túlio de Freitas conduziu a visita monitorada de forma científica e lúdica, propiciando conhecimento de forma prazerosa a todos os professores participantes.







 


SUGESTÕES DE ATIVIDADES

BRINCADEIRAS ECOLÓGICAS


MISSÃO TAREFA









A água é essencial para a sobrevivência no planeta, 71% do planeta terra é coberto pela água, porém desse total apenas menos de 1% é própria para o consumo humano.
Muitos visitantes ao usarem as torneiras e bebedouros do parque,não fecham como deveriam, jogando fora um bem tão precioso.
É nosso dever proteger esse recurso indispensável para a nossa sobrevivência.
Sua missão é verificar se todos os bebedouros e torneiras estão devidamente fechados, no final da vista deverá divulgar a quantidade que foi verificada.
O bicho Homem é o único animal que polui seu próprio habitat, infelizmente muitos visitantes jogam seu lixo no chão, não respeitando o habitat dos vários organismos do parque, sua missão é recolher a maior quantidade de lixo possível, colocando na lixeira ecológica no final da visita.      
  A natureza agradece. 



Todos nós temos nome e sobrenome, animais e plantas também possuem o seu nome e o seu sobrenome, porém muitos só os conhecem pelo seu nome popular.Sua missão é anotar em uma folha o nome popular acompanhado do nome científico de no mínimo 10 animais, escolher um deles e justificar sua escolha no final da visita. 

FOTO DESCRIÇÃO 

Descrever cientificamente planta ou animal a partir de fotos tiradas in loco.

CARTILHA/FOTONOVELA

Produzir histórias (em quadrinhos)  cientificas ou não, a partir de fotos do local, dos animais ou plantas e até mesmo, de falas dos colegas.

EXPOSIÇÕES EM CIÊNCIAS

Expor em sala de aula, biblioteca ou qualquer parte da escola todos os trabalhos  para que todos tenham aceso ao material produzido durante a visita monitorada.


A NATUREZA FALA MAIS ALTO

BELEZA VEGETAL



                                                       
BELEZA ANIMAL




PROJETO: CUIDADOS SIM, MAUS TRATOS NÃO!

      Percebendo o entusiamo e dedicação da Professora Isa Fátima Cyrino que sensibilizada pelo número de denuncias de maus tratos a animais domésticos  em nossa cidade, através de dados repassados pela  polícia ambiental  ( 12 ligações por dia)  percebi a necessidade de  abordarmos esse tema na formação continuada junto aos professores de Ciências e da Educação Infantil nos encontros  do dia 22 de setembro e 20 de outubro respectivamente , como transversalidade devido a aproximação do dia do animal, que poderá ser o dia “D” para sensibilizar nossos alunos  e comunidade escolar á adoção  de animais domésticos que desenvolve afetividade e proporciona  bem-estar , favorecendo uma melhor qualidade de vida, conteúdo proposto no volume III do material didático do sistema estruturado.
 A professora Isa elaborou o projeto junto a Professora Anete Melo que esta sendo desenvolvido por todos professores da E.M. Uberaba.

Grande número de professores da Rede Municipal a partir dessa formação,  já estão desenvolvendo o tema, que  resultará numa mostra no Cine Teatro Vera Cruz.

PROJETO: PÉ NA ESTRADA

 Percebendo a importância de  promover a prática de caminhadas o Professor Leonardo Ferreira da Costa traçou alguns objetivos para criação do Projeto: Pé na Estrada , tais como:
  •   Estimular à prática esportiva;
  •  Despertar novos olhares para a paisagem do cerrado;
  •  Conscientizar através de prátcas de preservação ambiental;
  •  Valorizar os ambientes não-formal e informal de educação;
    O projeto Pé na Estrada  tem como trajeto, 19 km de Uberaba á Peirópolis conhecido como caminho dos dinossauros.

  Atualmente o professor Leonardo desenvolve o projeto junto a comunidade E.M.Esther Limírio Brigagão, explorando além do trajeto a Fundação Peirópolis, Museu dos Dinossauros e a Rede Nacional de Paleontologia, como um ecossistema educacitivo, buscando a interatividade comunidade/escola, contribuindo assim para o enriquecimento sócio-cultural e valorização do ambiente escolar como fonte constante de aprendizagem  desenvolvedora de práticas educacionais prazerosa, além de promover  valores humanos. 





QUALIDADE DE VIDA E BEM ESTAR



A partir das vivências e do cotidiano, o ser humano, como uma máquina de carne e osso, tem necessidades  físicas  e mentais de se colocar no trajeto  da vida. Trabalhar, estudar, resolver problemas, se relacionar, enfim, viver num ciclo de idas e vindas.
No início do dia de trabalho, é muito importante salientar que se deve aquecer os motores antes do rally, ou seja, a jornada de trabalho.
A caminhada (andar ritmado e compassado buscando o ponto aeróbico e resistência cárdio- vascular primário) tem como  importância  a mais simples atividade física o alongamento.
No alongamento ou simplesmente o ato de “espreguiçar” cada músculo do corpo como se fosse um, vemos a disposição que se inicia. Na caminhada principalmente em lugares naturais, a endorfina (substância natural produzida pelo cérebro durante e depois de uma atividade física), tem um papel muito importante na regularização do estresse e da dor e com o tempo se torna um vício positivo, pois o corpo tem a necessidade de buscar o bem estar, assim fazendo com que tais atividades se tornem mais complexas e diversificadas. É o cérebro entrando em harmonia com o corpo. Assim vamos colocar em prática o que aprendemos começando com um alongamento bem gostoso e uma caminhada super ecológica.
Profª Marta Beatriz Vasconcelos Barbosa